Esta suíte de ferramentas é adaptada para a representação sob incerteza de sistemas energéticos integrados – envolvendo múltiplas tecnologias de geração e levando em consideração a disponibilidade de recursos renováveis, disponibilidade de combustíveis, e restrições de transporte em linhas de transmissão e gasodutos. Os diversos modelos utilizam técnicas de otimização estocástica são utilizadas para resolver problemas de operação e planejamento.

HERA

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O objetivo do modelo computacional HERA é estimar o potencial hidrelétrico viável de uma bacia hidrográfica e estudar o esquema de divisão de quedas ótimo. Para tanto, utiliza um modelo matemático que maximiza o “benefício econômico” calculado como a diferença entre as receitas provenientes da comercialização de energia e os investimentos diretos no projeto, indiretos (eventuais interferências entre reservatórios e áreas urbanas, rodovias, ferrovias, etc.) e custos operativos.

Além da escolha dos locais candidatos mais vantajosos à implantação das usinas, o HERA determina o dimensionamento ótimo dos projetos, que utiliza um critério econômico para seleção das alturas de queda e capacidades instaladas. Para este fim, o HERA possui um módulo responsável pela estimativa orçamentária de cada alternativa de projeto em cada local. Este módulo utiliza custos unitários (base de dados permanentemente atualizada), e quantitativos (volume de concreto, escavação, etc.) que são calculados automaticamente.

No Brasil, as séries de vazões mensais nos locais dos projetos podem ser aproximadas por estudo de regionalização das vazões medidas nos postos fluviométricos da base HidroWeb (Agência Nacional de Águas). Os dados topográficos podem ser originados de restituições aerofotogramétricas apoiadas em visitas a campo ou bases de dados públicas, como STRM e ASTER GDEM, da NASA, estas com menor precisão.

É importante ressaltar que o modelo computacional HERA não substitui o estudo de inventário hidrelétrico completo que é necessário à aprovação pela ANEEL. O objetivo da ferramenta é proporcionar a baixo custo uma primeira avaliação do potencial hidroelétrico da bacia de interesse que seja econômica e ambientalmente viável. Trata-se, portanto, de uma ferramenta de decisão que sinaliza se o local possui características favoráveis ao aprofundamento dos estudos de inventário pleno ou, pela não execução dos mesmos. Neste último caso, o valor do HERA consiste no custo evitado, uma vez que os estudos de inventário custam alguns milhões de reais.