Banco Mundial e Ministério do Meio Ambiente lançam estudo feito pela PSR sobre impacto das mudanças climáticas no setor elétrico no horizonte 2030

Banco Mundial e Ministério do Meio Ambiente lançam estudo feito pela PSR sobre impacto das mudanças climáticas no setor elétrico no horizonte 2030

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18 de julho de 2017

Na última sexta feira, 14 de julho, ocorreu na sede do Ministério do Meio Ambiente (MMA) em Brasília o lançamento do estudo “Cenário de Baixa Hidrologia para o Setor Elétrico Brasileiro (2016-2030) – Impacto do Clima nas Emissões de Gases de Efeito Estufa”. O trabalho foi desenvolvido pela PSR para o Banco Mundial, no contexto do Partnership for Market Readiness.

O objetivo do estudo foi avaliar os impactos de cenários de hidrologia seca às emissões do setor elétrico brasileiro, haja vista que a matriz elétrica é majoritariamente hidrelétrica e a redução das vazões afluentes às usinas intensifica o uso de usinas térmicas movidas a combustíveis fósseis.

O trabalho utilizou modelos de planejamento da operação do sistema elétrico e métodos estatísticos para a seleção de cenários hidrológicos – ambos bastante consagrados pelo setor elétrico – para guiar os estudos. No horizonte 2030 a variabilidade das emissões acumuladas de gases de efeito estufa (comparação entre a pior e melhor hidrologia) é de duas vezes. Em escala anual a variabilidade é naturalmente maior: quatro vezes.

O trabalho apresentou uma alternativa aos estudos baseados em cenários de mudanças climáticas gerados por modelo de circulação geral que são então regionalizados (processo de downscaling) e traduzidos em termos de variabilidade hidrológica através de modelos chuva-vazão. Estes métodos “climáticos” tendem a apresentar resultados muito críticos, sendo menos aceitos pelos agentes setoriais, que tendem a avalia-los como “implausíveis”.

O relatório foi traduzido ao inglês pelo Banco Mundial após passar por sistema interno de revisão (peer review). O objetivo do banco é disseminar globalmente a abordagem do estudo por acreditar que esta pode ser utilizada por outros países – especialmente os com relevante participação hidrelétrica – para atender os compromissos relativos às contribuições nacionais no âmbito do Acordo de Paris (COP21).

Os especialistas do Banco Mundial Christophe de Gouvello e Thadeu Abicalil coordenaram o estudo. A equipe da PSR responsável pelo estudo incluiu Rafael Kelman (coordenador), Pedro Ávila, Bernardo Bezerra, Ana Carolina Deveza e Tarcisio Castro.

Para acessar o estudo, clique aqui.

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