Regulação, mercado e incertezas: o que o setor elétrico pode esperar de 2026?

A agenda do setor elétrico em 2026 será marcada por uma combinação pouco comum de temas legais, prazos mandatórios e incertezas políticas e climáticas. Regulamentação da Lei nº 15.269/2025, abertura total do mercado, desdobramentos da Reforma Tributária, leilões de capacidade, curtailment, modernização institucional e possíveis impactos de eventos extremos compõem um cenário que exige coordenação e capacidade de execução das instituições setoriais.

Esse é o ponto de partida da seção Opinião da edição de janeiro do Energy Report, que analisa os principais temas que devem dominar a pauta de discussões ao longo do ano. O editorial destaca que 2026 não será apenas mais um ano de debates: trata-se de um período em que diversas pautas discutidas há décadas passam a exigir implementação, e dentro de prazos legais.

O texto também contextualiza a agenda em meio a um ambiente político interno marcado por eleições e a um cenário geopolítico externo instável, com possíveis impactos sobre comércio internacional, cadeias de suprimento e custos de energia. Soma-se a isso o avanço da inteligência artificial, que influencia tanto a expansão da demanda quanto novas possibilidades de eficiência operacional para o setor.

Ao mesmo tempo, o editorial reconhece que “surpresas conhecidas”, como eventos climáticos extremos ou crises hídricas, podem alterar prioridades e exigir respostas emergenciais, reforçando a necessidade de flexibilidade regulatória e coordenação institucional.

A edição de janeiro de 2026 do Energy Report “A agenda setorial de 2026: tudo, em todo lugar, ao mesmo tempo”, já está disponível para assinantes.

Outros destaques da edição

Além da análise sobre a agenda setorial de 2026, esta edição do boletim também aborda:

  • Recursos Hídricos – A gestão hídrica no Japão e o sistema G-Cans, referência mundial em controle de enchentes.
  • Transformação Energética – A necessidade de recalibrar políticas públicas e privadas voltadas à transição energética.
  • Internacional – As tensões comerciais globais e a interrupção da interconexão Colômbia–Equador.
  • Inovação – A agricultura como infraestrutura econômica da transição energética.
  • Geonomics – O papel do etanol no transporte marítimo e os condicionantes geopolíticos da transformação energética.
  • The Material World – O desafio de transformar o potencial geológico brasileiro, especialmente no cobre, em soberania industrial.
  • Análise Estrutural do Suprimento – O balanço atualizado entre oferta e demanda estrutural de energia e o tradicional atrasômetro.

O Energy Report é uma publicação da PSR exclusiva para assinantes. Sugestões e comentários podem ser enviados para energyreport@psr-inc.com.

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