A nova fase da Coalizão do Setor Elétrico Brasileiro se concretizou, em agosto, com a realização do 1º Fórum de Convergência, no escritório da PSR, no Rio de Janeiro. O encontro reuniu representantes de diferentes segmentos do setor para discutir as prioridades que pretendem orientar a Coalizão nos próximos meses.
Liderada pelo CEBDS e articulada pela PSR, a iniciativa dá continuidade ao trabalho desenvolvido em 2025, que reuniu mais de 70 agentes e mapeou mais de 50 alavancas nos Eixos de Geração, Transmissão, Distribuição e Consumo. A proposta agora busca avançar na implementação das recomendações construídas na primeira fase, ampliando o olhar para oportunidades de integração entre o setor elétrico e os demais setores da economia.
Um dos destaques do encontro foi a definição dos temas estratégicos que serão aprofundados ao longo da nova fase. Os temas selecionados foram: eletrificação, sinais de preço e racionalização de subsídios, recursos flexíveis e resiliência.
Para Angela Gomes, diretora técnica da PSR e uma das responsáveis pela curadoria estratégica do projeto, o encontro marca uma mudança importante na trajetória da Coalizão. “Temos hoje desafios importantes, como mais de R$ 50 bilhões por ano em subsídios e sinais de preço pouco aderentes aos custos de suprimento. Mas, certamente, temos um potencial enorme de transformação até 2050, com a eletrificação de outros setores, com ganhos ao país, econômicos, sociais e ambientais, reduzindo em até 190 MtCO₂ suas emissões. A Coalizão existe para olharmos para os desafios que já estão postos e construirmos, em conjunto, as condições para que essas transformações aconteçam de forma sustentável”, afirmou Angela.
O Fórum também abriu a discussão sobre as estratégias de engajamento e disseminação da Coalizão. Estão previstos, entre outros produtos, quatro workshops sobre os temas estratégicos, briefing notes, dashboards de indicadores do setor elétrico e muita mobilização.
Participaram do encontro representantes de instituições como Abradee, Abiape, Abrace, Abeeólica, Abrage, BCG, CEBDS, Axia, Engie, EDP, Instituto Clima e Sociedade (iCS) e Gesel/UFRJ.