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Software desenvolvido pela PSR auxilia na avaliação econômica de produtos energéticos da cana-de-açúcar

O Brasil possui inúmeras oportunidades de desenvolvimento de produtos energéticos a partir da cana-de-açúcar, que poderão contribuir para a competitividade da indústria brasileira e o processo de transição energética global. A constatação foi feita por especialistas durante workshop online sobre o potencial da indústria sucroenergética brasileira para produção de combustíveis avançados, realizado no início de novembro.

“A cana-de-açúcar tem um grande potencial para que sejam feitos diferentes produtos e combustíveis. Já produzimos açúcar, etanol e energia elétrica. Já temos produção crescente de biogás e biometano. Mas há outras diversas oportunidades. Há, por exemplo, a questão do SAF [combustível sustentável de aviação] e do hidrogênio. E, no âmbito do programa Combustível do Futuro, também fala-se muito sobre captura de carbono”, afirma Luana Gaspar, head em Descarbonização na PSR, no evento.

Diante dessa ampla gama de potenciais produtos a serem desenvolvidos a partir da cana-de-açúcar, um ponto importante é a viabilidade econômica dessas alternativas energéticas. Para isso, a PSR desenvolveu um modelo de otimização capaz de avaliar o mix ótimo a partir da cana-de-açúcar processada por determinada usina ou região, buscando a maximização do lucro para investidores.

Chamado de Optbio, o software, na prática, faz uma avaliação econômica dessas opções considerando seus custos e receitas. “O Optbio permite uma avaliação do que é possível fazer em termos de produtos energéticos da cana-de-açúcar, do ponto de vista econômico”, explica Luana.

As perspectivas do potencial da indústria sucroenergética com relação à produção dos diversos tipos de combustíveis e o modelo Optbio, apresentados no workshop, fazem parte de um projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Intitulado “Maximização de benefícios econômicos e socioambientais da produção de hidrogênio e outros produtos de baixo carbono integrados à indústria sucroalcooleira”, o projeto foi proposto pelas empresas Tevisa, Povoação Energia, Linhares Geração e Tropicália e executado pela PSR, com o apoio de pesquisadores da Universidade Federal de Itajubá (Unifei).

“O Optbio é um dos produtos interessantes deste projeto. É uma ferramenta e um resultado de investimento de projeto de P&D em algo concreto. É um software que é muito útil para o setor”, afirma Rafael Kelman, diretor executivo na PSR.

Além de Luana Gaspar e Rafael Kelman, participaram do workshop Rogério Almeida, gerente do projeto na Tevisa, e Luiz Augusto Horta, professor da UNIFEI.

A íntegra do workshop pode ser conferida aqui.

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